A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e incurável que afeta o cérebro. É a causa mais comum de demência, um declínio gradual e irreversível das funções mentais que interfere na vida diária. A doença causa a perda gradual da memória, do raciocínio, da linguagem e de outras habilidades cognitivas.
O que acontece no cérebro?
O Alzheimer é caracterizado por duas lesões principais no cérebro:
Placas amiloides: São depósitos anormais de uma proteína chamada beta-amiloide que se acumulam no espaço entre os neurônios, formando placas. Acredita-se que essas placas interfiram na comunicação entre as células cerebrais.
Emaranhados neurofibrilares: São formados por uma proteína chamada tau que, em um cérebro saudável, ajuda a sustentar o esqueleto interno dos neurônios. Na doença de Alzheimer, a proteína tau se torna anormal e forma emaranhados dentro dos neurônios, destruindo-os de dentro para fora.
Essas lesões causam a morte progressiva dos neurônios, especialmente em áreas ligadas à memória, como o hipocampo, levando à atrofia (diminuição de tamanho) do cérebro.
Sintomas e Estágios
O Alzheimer é uma doença de progressão lenta, e os sintomas se manifestam de forma gradual e costumam ser divididos em três fases:
Fase Inicial (Leve):
Esquecimento de eventos recentes (principal sintoma).
Dificuldade em encontrar palavras e completar tarefas simples.
Desorientação em relação a tempo e lugar.
Mudanças leves de humor.
Fase Intermediária (Moderada):
Perda de memória mais significativa, podendo esquecer nomes de familiares e amigos próximos.
Dificuldade em realizar atividades complexas, como vestir-se ou cozinhar.
Perda de autonomia: a pessoa precisa de ajuda para as atividades diárias.
Sintomas de comportamento: agitação, agressividade, perambulação e delírios.
Fase Avançada (Grave):
Dependência total de cuidadores para todas as atividades.
Incapacidade de reconhecer familiares e até a si mesmo.
Dificuldade para engolir (disfagia), falar e andar.
Incontinência urinária e fecal.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico do Alzheimer é complexo. Geralmente, ele é feito por um neurologista por meio de:
Histórico clínico: Conversa com a pessoa e a família sobre os sintomas e a evolução deles.
Avaliação neurológica: Testes para avaliar a memória, a linguagem, o raciocínio e outras habilidades cognitivas.
Exames de imagem: Ressonância magnética e tomografia para descartar outras causas de demência e para observar a atrofia cerebral.
Atualmente, não há cura para o Alzheimer. O tratamento disponível visa retardar a progressão dos sintomas e gerenciar os problemas de comportamento, melhorando a qualidade de vida do paciente e dos cuidadores. Os tratamentos incluem medicamentos (inibidores da colinesterase e memantina) e terapias não farmacológicas, como exercícios físicos e cognitivos.
A causa exata do Alzheimer ainda é desconhecida, mas a idade avançada é o principal fator de risco, além de fatores genéticos e estilo de vida. A pesquisa científica continua buscando formas de prevenir, diagnosticar precocemente e, um dia, curar essa doença devastadora.


