Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e incurável que afeta o cérebro. É a causa mais comum de demência, um declínio gradual e irreversível das funções mentais que interfere na vida diária. A doença causa a perda gradual da memória, do raciocínio, da linguagem e de outras habilidades cognitivas.

O que acontece no cérebro?

O Alzheimer é caracterizado por duas lesões principais no cérebro:

  1. Placas amiloides: São depósitos anormais de uma proteína chamada beta-amiloide que se acumulam no espaço entre os neurônios, formando placas. Acredita-se que essas placas interfiram na comunicação entre as células cerebrais.

  2. Emaranhados neurofibrilares: São formados por uma proteína chamada tau que, em um cérebro saudável, ajuda a sustentar o esqueleto interno dos neurônios. Na doença de Alzheimer, a proteína tau se torna anormal e forma emaranhados dentro dos neurônios, destruindo-os de dentro para fora.

Essas lesões causam a morte progressiva dos neurônios, especialmente em áreas ligadas à memória, como o hipocampo, levando à atrofia (diminuição de tamanho) do cérebro.

Sintomas e Estágios

O Alzheimer é uma doença de progressão lenta, e os sintomas se manifestam de forma gradual e costumam ser divididos em três fases:

  • Fase Inicial (Leve):

    • Esquecimento de eventos recentes (principal sintoma).

    • Dificuldade em encontrar palavras e completar tarefas simples.

    • Desorientação em relação a tempo e lugar.

    • Mudanças leves de humor.

  • Fase Intermediária (Moderada):

    • Perda de memória mais significativa, podendo esquecer nomes de familiares e amigos próximos.

    • Dificuldade em realizar atividades complexas, como vestir-se ou cozinhar.

    • Perda de autonomia: a pessoa precisa de ajuda para as atividades diárias.

    • Sintomas de comportamento: agitação, agressividade, perambulação e delírios.

  • Fase Avançada (Grave):

    • Dependência total de cuidadores para todas as atividades.

    • Incapacidade de reconhecer familiares e até a si mesmo.

    • Dificuldade para engolir (disfagia), falar e andar.

    • Incontinência urinária e fecal.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do Alzheimer é complexo. Geralmente, ele é feito por um neurologista por meio de:

  • Histórico clínico: Conversa com a pessoa e a família sobre os sintomas e a evolução deles.

  • Avaliação neurológica: Testes para avaliar a memória, a linguagem, o raciocínio e outras habilidades cognitivas.

  • Exames de imagem: Ressonância magnética e tomografia para descartar outras causas de demência e para observar a atrofia cerebral.

Atualmente, não há cura para o Alzheimer. O tratamento disponível visa retardar a progressão dos sintomas e gerenciar os problemas de comportamento, melhorando a qualidade de vida do paciente e dos cuidadores. Os tratamentos incluem medicamentos (inibidores da colinesterase e memantina) e terapias não farmacológicas, como exercícios físicos e cognitivos.

A causa exata do Alzheimer ainda é desconhecida, mas a idade avançada é o principal fator de risco, além de fatores genéticos e estilo de vida. A pesquisa científica continua buscando formas de prevenir, diagnosticar precocemente e, um dia, curar essa doença devastadora.


Benefícios dos Alimentos

Relação com Alimentos

Sugestões | Contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Política de Privacidade

Termos e Condições